07 Outubro, 2011

Uma questão de coerência por João Mellão Neto


Margaret Thatcher, estadista inglesa, ensinava que na política, antes de tudo, é preciso assumir um lado. E persistir nele.

Durante toda a sua vida pública ela agiu de acordo com tal postulado. Defendia a livre-iniciativa, a concorrência entre as empresas e a consequente redução do papel do Estado na economia e na sociedade. Manteve esse discurso mesmo quando os seus adversários trabalhistas pareciam invencíveis. Mas um dia chegou a sua vez: seu Partido Conservador venceu as eleições e ela chegou ao posto de primeiro-ministro. Governou por quase uma década e em momento algum abandonou as suas convicções.

Muito tempo antes, Winston Churchill, outro membro do Partido Conservador, foi ridicularizado por mais de uma década pelo fato de entender que o nazismo alemão representava uma séria ameaça às nações democráticas. Em 1941, com Londres em chamas, enfim o convocaram para dirigir a Inglaterra.

O mesmo ocorreu nos EUA, com Ronald Reagan. Durante mais de 20 anos ele martelou o público americano com as mesmas teses: menor ingerência estatal na economia e maior poder de escolha para os indivíduos. A sua intransigente defesa desses princípios o fez ser menosprezado pela imprensa dita "esclarecida" e lhe custou até a indicação de seu Partido Republicano para concorrer à presidência do país - e isso lhe aconteceu em duas ocasiões.

30 Maio, 2011

O que Israel deveria fazer agora?

"Nossa esperança ainda não está perdida, esperança de dois mil anos: de ser um povo livre em nossa terra!"
Hatikvah (parte do Hino Nacional do Estado de Israel)

O discurso de Barack Obama sobre Israel voltar às fronteiras anteriores a 1967 fizeram brilhantes as palavras do célebre Rabino YY Jacobson, da Congregação Bais Shmuel de Nova York; editor-chefe do maior iídiche-inglês semanal - o jornal Algemeiner - um dos mais procurados pela comunidade judaica atualmente; além de ser o primeiro rabino convidado pelo Pentágono a apresentar uma tradicional palestra anual religiosa para todos os 4 mil militares capelães dos EUA e para os 34 mil funcionários da Agência de Segurança Nacional (National Security Agency - NSA).

A opinião ortodoxa com relação ao judaísmo e racional em termos gerais do Rabino Jacobson, fez com que minha posição sobre o conflito se afirmasse novamente. Sou a favor de quase todos os pontos mencionados no artigo. Leia, vale a pena!

O Presidente Obama apresentou seu projeto para a paz no Oriente Médio: Israel deve retirar-se às suas fronteiras anteriores a 1967. Um Estado Palestino precisa ser criado, viável e soberano. Israel deve ser reconhecido e sua segurança garantida.

Eu gostaria que fosse de outra forma, mas as palavras do Presidente demonstram profunda ignorância da realidade. Vamos esclarecer alguns dos pontos vitais em jogo, não baseados em ilusões, mas em fatos.

Por que Israel não pode simplesmente retirar-se para suas fronteiras pré-1967 e dar um basta ao conflito atual?

O atual conflito entre Israel e os árabes nada tem a ver com a ocupação de 1967. Considere os seguintes fatos:

1 – A Organização de Libertação da Palestina, conhecida hoje como Autoridade Palestina, foi fundada em 1964, numa época em que os “territórios ocupados” estavam sobre controle da Jordânia. Não havia uma só colônia judaica nos territórios, nem qualquer “ocupação judaica”. Porém o cartel da OLP de 1964 até a data de hoje declara como sua meta a “destruição de Israel”.

2 – O que compeliu Israel em 1967 a capturar os territórios? Cinco países árabes – Jordânia, Síria, Egito, Iraque e Líbano, além da Arábia Saudita, criaram um plano para aniquilar Israel e “jogar os judeus no mar”. Israel lutou e venceu a guerra, incluindo os territórios a partir dos quais foi atacado.

30 Janeiro, 2011

A maior catástrofe da história da humanidade


Crianças vítimas das experiências "médicas" do monstruoso Dr. Josef Mengele, em Auschwitz-Birkenau. Polônia, 1944.

Na quinta-feira passada, dia 27 de janeiro, o mundo relembrou a maior catástrofe da história da humanidade em Memória das Vítimas do Holocausto. É difícil compreender como pessoas e, inexplicavelmente, líderes políticos neguem o Holocausto. Mais de 1,5 milhão de crianças judias tiveram seus sonhos arruinados em campos de concentração. Seis milhões de judeus foram mortos pelo regime autoritário de Hitler e anti-semitas da Europa.

Em 2006, o escritor Julio Severo declarou seu repúdio com os que negam o extermínio quase total dos judeus no Holocausto.

O Holocausto de seis milhões de judeus europeus durante a Segunda Guerra Mundial foi um dos fatos mais terríveis da humanidade, porém esse acontecimento deveria ser esperado. Afinal, a Europa foi acumulando aversão aos judeus durante séculos. Toda essa hostilidade crescente chegaria, mais cedo ou mais tarde, a um ponto de ebulição.

Adolf Hitler chegou ao poder num momento em que o ódio contra os judeus era intenso, e ele se aproveitou para canalizar todo esse ódio ao seu plano de extermínio dos judeus. Durante os anos do governo nazista na Alemanha, os judeus perderam sua cidadania e se tornaram seres humanos sem direito a refúgio e a uma mínima dignidade. Tal política sistemática de desprezo aos judeus foi a etapa necessária para iniciar o extermínio. O ódio europeu aos judeus finalmente alcançou seu ponto de ebulição.

14 Janeiro, 2011

Islamismo x Democracia


Há um mês publiquei o polêmico Fitna e a ameaça do Islamismo radical. Hoje, pesquisei sobre a expansão islâmica que, definitivamente, assusta-me. A democracia é outro ponto em questão quando falamos da crença em Maomé.
Ademais, não reprimo o Islão; defendo a igualdade entre homens e mulheres, a livre manifestação do pensamento, atividade intelectual, artística, científica e de comunicação e a liberdade de consciência e de crença, principalmente. Ou seja, concordo com a maioria dos termos propostos pelo artigo 5º da Carta Magna Brasileira de 1988. O Islamismo não.

Atualmente, o islamismo é a religião que mais cresce no mundo. São 16% a mais de fiéis a cada ano. O número de seguidores já é maior que o do cristianismo e já passou da casa de 1,1 bilhão - 20% do total de habitantes do planeta. Mais da metade desse número está na Ásia. Os Estados Unidos são, hoje, o lar de quase 4 milhões de muçulmanos, cinco vezes mais do que em 1970. Quase metade deles são negros. Há trinta anos, a França tinha onze mesquitas e hoje já são mais de 1.000.

No início da década de 70, a Inglaterra possuía 3.000 muçulmanos. Agora, eles são 1 milhão. No Brasil, o número de seguidores de Maomé também cresce com rapidez. Há quarenta anos, o país abrigava uma única mesquita. Hoje são 52, frequentadas por cerca de 2 milhões de fiéis. Dez anos atrás os seguidores de Alá no país eram todos descendentes de imigrantes árabes. Atualmente, milhares de brasileiros da gema já rezam virados para Meca.

15 Dezembro, 2010

Fitna e a ameaça do Islamismo radical

Fitna foi ao ar, na Internet, no dia 27 de março de 2008. Causou algum rebuliço na web conservadora. É um filme anti-islâmico de 15 minutos (partes reunidas) de responsabilidade do deputado holandês Geert Wilders.

O objetivo de Wilders, um político ultra-direitista, é mostrar que em vários trechos do Corão está a pregação da violência; e que muitos clérigos muçulmanos pregam a violência. O Islã é isso, ele quer dizer. É um filme sádico, com cenas da execução de reféns de terroristas que busca apresentar a fé seguida por 1 bilhão de pessoas no mundo como fundamentalmente má.

Pedro Doria resumiu o vídeo. Primeiramente, sou judeu. Respeito toda e qualquer crença, ideologia ou manifestação de fé. Porém, o que acaba por invadir a pacificidade social é a determinação imposta por ideais próprios, mandamentos de um suposto Ser Superior.

Que Ser é esse? Que Criatura Divina é capaz de permitir a destruição de seus semelhantes e impor um caminho determinado pela destruição, pelo medo, pelo ódio e, principalmente, pela falta de amor a Criação.


Parte 1


Parte 2

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